quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Quem são os prefeitos(as) que receberam as medalhas de piores administradores?


Medalhas Maldita

Gildo Alves Bezerra

 

Conto para você

Algo que me envergonha

Como ser.

Mas, sei que tudo isso

É preciso dizer.

    Como pode uma cidade

    Antes considerada a “Atenas Sergipana”,

    Por causa da sabedoria

    De parte do seu povo.

    Hoje, receber essa medalha maldita?

Consta dos dados de uma revista bendita,

A revista Paulo Freire.

Ela serve para a formação político-pedagógica do Síntese.

       Sindicato que tem como tese

        Lutar pela educação pública de qualidade social

       E as demais políticas públicas

       Em geral.

Com a divulgação dos resultados da Prova Final,

Mecanismo que busca avaliar

As políticas educacionais

A partir de cincos eixos estruturantes: Valorização Profissional;

Gestão Democrática; Qualidade social do ensino; Garantia de direitos do plano de carreira e Estatuto;

E Condições de Trabalho.

                                        Então, só para esclarecer

                                        Quem acaba de receber

                                        A Medalha maldita

                                        Que coloca Laranjeiras

                                    Entre as três piores

                                    Cidades avaliadas na prova final.

                                    É a administração local

                                    Pelo descaso com a educação.

Então, a administração de São Cristóvão é a pior

Logo depois vem a prefeitura de Malhador e

Laranjeiras que também entra neste quadro de negação

Do direito a educação.

               Entre 74 cidades: São Cristóvão, Malhador e Laranjeiras

               Demonstra serem as três piores administrações na educação.

               Os prefeitos destas cidades receberam respectivamente as seguintes notas: 0,5; 1,3 e 1,8.

              Mas, tudo isso denota o descaso de Prefeita e Prefeitos com a educação.

Mas, entendam como um alerta o quadro a seguir

Os Políticos Neoliberais “querem a redefinição das funções do Estado,

A restrição dos direitos e fortalecimento do mercado

Com o aprofundamento de exploração e dominação dos trabalhadores”.

               Se administradores quiserem a educação melhorar

              E melhores notas tirarem

               A lição deve aprender

               Os professores querem Valorização Profissional;

               Gestão Democrática; Qualidade social no Ensino;

              Garantia de Direitos do Plano de Carreira e Estatuto; e Melhores condições de Trabalho.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Qual miséria e onde?


A miséria: Quanto vale ou é por quilo?

Gildo Alves Bezerra

Na escola da vida temos que refletir

De qual lado desejamos ficar?

Essa é a questão “a história de todas as sociedades existentes até hoje é a história das lutas de classe”.

No Brasil do Racismo intelectual

Produzido pela exploração do índio e do negro

Você ainda vai continuar a produzir “a ignorância da diversidade”? 

E também dizer que isso é desenvolvimento humano?

Mas, o pior cego é aquele que não quer ver!

Que a exclusão reina galopantes por todos os cantos de nossa cidade!

                       Negam a história dos negros e dos índios.

                       Negam o direito a memória coletiva

                       Com a “ignorância da diversidade”!

                                                                              A elite diz pra que a educação?

                                                                              Educação para igualdade!

Essa é outra questão “o que é exploração”?

E qual é o papel da força de trabalho

No verdadeiro desenvolvimento humano

De nossas cidades?

                            Negam a história dos negros e dos índios.

Mais outra questão - quem é a burguesia?

Qual é o papel da oligarquia nesta construção?

                                             A miséria não nos deixa perceber a opressão?

                                             Essa não é só minha questão

                                             Deveria ser a nossa questão!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Reflexão a partir de Neruda.


O Tempo que não se perdeu

Pablo Neruda

 

Não se contam as ilusões

Nem as compreensões amargas,

não há medida para contar

o que não podia acontecer-nos

o que nos rondou como besouro

sem que tivéssemos percebido

o que estávamos perdendo.

       Perder até perder  a vida

       É viver a vida e a morte

       Não são coisas passageiras

       Mas sim constantes, evidentes,

       A continuidade do vazio,

       O silêncio em que cai tudo

       E por fim nós mesmos caímos.

Ai! O que esteve tão cerca

Sem que pudéssemos saber.

Ai! O que não podia ser

Quando talvez podia ser.

     Tantas asas circunvoaravam

      As montanhas da tristeza

      E tantas rodas sacudiram

      A estrada do destino

      Que já não há nada a perder.

Terminaram-se os lamentos.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Quem são os malungos?


Malungos

Gildo Alves Bezerra

Não somos mais o companheiro
Durante a desafortunada  viagem
Dos navios negreiros.

O momento é outro
Mas, precisamos nos sentir
Como malungos.
Os mares são outros
Mais a tormenta da exclusão social, da desigualdade,
Da injustiça continua.

O  tumbeiro do momento é o deus mercado
Fragmentando as identidades do indivíduo e da nação
Visando o controle da consciência coletiva.

O indivíduo sozinho pouco
Representa em termos de exigir mudanças sociais.
Perdem-se as esperanças e o entusiasmo para ações coletivas.*

O deus mercado
Desqualifica todo o processo
De agrupamento social
Com propósito transformador.

Temos que perceber quem é que deseja ser o timoneiro
Do navio tumbeiro
Do deus mercado.

Aos sem-história e identidade resta comprar
O indivíduo sem identidade é um perdido
Ele não formará fileiras
Não ameaça o status quo. *

Voltemos ao passado
Para sermos companheiros
Malungos
Em defesa da igualdade e
da justiça social.

Em um céu todo estrelado
De sonhos, de alegrias
A partir da construção coletiva
Da socialização da produção econômica , política, social etc.

* Ver-Cuti.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Quais são os dois pontos fundamentais para quem quer democratizar nossa democracia?






Dois pontos fundamentais para democratizar nossa democracia

Sem orçamento, política pública é mera intenção

    O Estatuto da Igualdade Racial prevê que os orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e municípios devem separar recursos para os programas e ações de promoção da igualdade.

Educação igualitária

    Ao Estado, cabe produzir materiais didático-escolares, subsidiar a formação inicial e continuada de professores, financiar estudos e pesquisas e orientar os sistemas de ensino na implementação de políticas educacionais igualitárias.
    Cabe-nos refletir sobre o termo Estado. Então, Como entender e aceitar a discriminação praticada por qualquer ente da federação quando não paga o piso salarial nacional do magistério? Vejam a passagem a seguir: “Ao Estado cabe. subsidiar a formação inicial e continuada de professores,...”. Mas, discriminação e a desvalorização daqueles que fazem a formação continuada é que vivenciamos!!!
   Cabe a vocês perceberem quem são os administradores: Prefeitos e Governadores que discriminam e desvalorizam os professores (as) que fazem a formação continuada!!.

 
 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Dois pontos fundamentais para democratizar nossa democracia.


Sem orçamento, política pública é mera intenção

    O Estatuto da Igualdade Racial prevê que os orçamentos da União, Estados, Distrito Federal e municípios devem separar recursos para os programas e ações de promoção da igualdade.
     Trata-se de uma regra da maior importância porque política pública não pode ser reduzida
a declarações nem aprovação de leis. A execução da política pública requer formulação, planejamento, execução e monitoramento.
     Este dispositivo do Estatuto tem dois endereços:
1. Ao planejar políticas públicas, em qualquer área de atuação, o gestor tem obrigação de destinar parte dos recursos à promoção da igualdade racial;
2. As organizações sociais têm a obrigação de acompanhar os debates sobre planos plurianuais, leis de diretrizes orçamentárias e leis orçamentárias anuais, visando assegurar a inclusão de programas de promoção da igualdade.
      Sem previsão de recursos financeiros que deem suporte à política pública, ela fica limitada à intenção e o segmento interessado fica na dependência da boa vontade do gestor público.
      Tem mais: não basta previsão orçamentária; é preciso também acompanhar a execução do orçamento e estabelecer metas e objetivos que permitam monitorar a ação do Poder Público. Somente assim o Estatuto da Igualdade Racial terá eficácia no cotidiano dos brasileiros.
Educação igualitária
    A promoção da igualdade racial na educação escolar tem dois pilares principais; na educação básica (infantil, fundamental e médio), o projeto pedagógico deve valorizar a diversidade étnico-racial e tratar com igualdade a herança civilizatória, a história e cultura negras.
    No acesso à educação superior, o Estatuto reafirma a importância da adoção de programas de inclusão de jovens negros, a exemplo do ProUni - Programa Universidade para Todos e das medidas adotadas em dezenas de universidades e faculdades brasileiras.
    A formação docente deve ser orientada por princípios de igualdade, tolerância e respeito à diversidade étnico-racial.
    Ao Estado, cabe produzir materiais didático-escolares, subsidiar a formação inicial e continuada de professores, financiar estudos e pesquisas e orientar os sistemas de ensino na implementação de políticas educacionais igualitárias.
     Está previsto ainda o apoio a ações educacionais desenvolvidas por entidades da sociedade civil, bem como a participação de pesquisadores e representantes do Movimento Negro nos fóruns de deliberação da política educacional.
     À educação igualitária, cabe contribuir para a formação de cidadãos que valorem positivamente a diversidade humana e assumam a igualdade racial como um ideário ético e social.

Fonte: Cartilha do CEERT Sobre o Estatuto da Igualdade Racial.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Quem exclui e quem é excluido?


A Tríade da Exclusão

Gildo Alves Bezerra

Nosso guerreiro de luta

Nos convidou para reflexão

Sobre a educação.

                           Ele diz que a elite

                           Deseja que a escola seja pobre;

                           Para pobre e que o professor (a) deve ser pobre.

Essa é santíssima trindade

Defendida pela classe dominante.

               A res não é pública

               Sempre foi para a oligarquia

               E para os militares

               Para combater as revoltas populares.

A oligarquia que exclui

As camadas populares.

                                 A aliança da burguesia

                                 Com as altas patentes militares

                                 Essa é a história do Brasil.

Nossa história é a elite sufocando os gritos dos excluídos

Com violências

Mas, quando o povo se organiza

A elite ainda os chama de bandidos!

               Res é privada até no direito a memória

               A elite exclui o Negro e o Índio

               Do direito a sua História.