quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Direito para quem?



A realidade social por trás do direito positivo
 
Bem examinada nossa sociedade, não é difícil perceber que a sua estrutura foi moldada, genericamente pelo espírito e o sistema de poder, próprios da civilização capitalista; e especificamente, pelas instituições da escravidão e do latifúndio.
 
Com efeito, diversamente do que sucedeu no Velho Mundo, as sociedades criadas no continente americano foram inteiramente estruturadas pelo capitalismo, que dominou toda a política de colonização no Novo Mundo.
 
As marcas indeléveis dessa gênese capitalista são evidentes nos dois grandes fatores estruturantes da sociedade brasileira: a relação de poder e a mentalidade coletiva.
 
O poder soberano entre nós, desde os tempos coloniais, foi fundamente marcado pela doação de terras públicas aos senhores privados, e pela mercantilização dos cargos públicos. Desde a dinastia de Avis, em Portugal, que inaugurou pioneiramente, já no século XIV, o sistema de capitalismo de Estado, os monarcas, para enfraquecer o poder nobiliárquico, passaram a vender cargos públicos a membros da burguesia. No Brasil colônia, tirante os Governadores Gerais e mais tarde os Vice-Reis, praticamente todos os cargos públicos foram comprados por burgueses, que para cá vieram no intuito de amortizar a despesa de aquisição de tais cargos e fazer fortuna. Tais funcionários, aqui instalados, longe de toda fiscalização da metrópole, tornaram-se de fato, embora não de direito, um estamento de “donos do poder”, como os qualificou Raymundo Faoro.
Não é, pois, de estranhar se, desde as origens, a dupla formada pelos potentados econômicos privados e os agentes estatais passou a servir-se do dinheiro público como patrimônio próprio dessa associação oligárquica, gerando a duradoura endemia da corrupção estatal. Ela principiou, na verdade, desde o início da colonização. 



Com a criação, desde os primeiros tempos coloniais, dessa oligarquia binária – potentados econômicos privados e agentes estatais – estabeleceu-se, por via de consequência, uma dualidade permanente do ordenamento jurídico entre nós: um oficial, em grande parte de mera aparência, e outro efetivo, mas sempre dissimulado. 
 
Representa, na verdade, um dos múltiplos ludíbrios do sistema de dominação capitalista sustentar que ele independe do Estado e se esforça por limitar o poder estatal, em nome da livre iniciativa. A realidade sempre foi bem outra. Como advertiu o grande historiador francês Fernand Braudel, “o capitalismo só triunfa quando se identifica com o Estado, quando é o Estado”.

sábado, 22 de outubro de 2016

Quem paga o pato?

"Impelida pela necessidade de mercados sempre novos, a burguesia invade todo o globo. Necessita estabelecer-se em toda parte, explorar em toda parte, criar vínculos em toda parte".

"O objetivo imediato dos comunistas é mesmo que de todos os demais partidos proletários: constituição dos proletários em classe, derrubada da supremacia burguesa, conquista do poder político pelo proletariado".

E AI MALUNGOS? "A Indiferença é peso morto da história".

Karnal, Cortella e Pondé • 03.10.2016 • Café Filosófico CPFL Especial

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

O GRITO

De onde virá o Grito de Liberdade?

Gildo Alves Bezerra

De uma sociedade sem união entre o campo e a cidade!
Cega para algo enraizado na sociedade brasileira- O AUTORITARISMO SOCIAL!!!!
De uma escola sem partido?
Por que será que para “o educador” só caberá DEVERES?

        ESCOLA SEM PARTIDO
        Não é doce ilusão
       É AMARGA ILUSÂO
       ESSA É A ESCOLA da (O) BANCADA (O): BALA, boi e BÍBLIA.

É a escola do DEUS MERCADO
Da DITADURA da Bolsa de valores.
Dos EXPLORADORES.

       Quem pagará O PATO?
       Após tragicomédia estrelada na rede globo, NEOFASCISMO ESTÁ AQUI.
       Será que serão os judeus?
       Na telenovela brasileira quem são OS SUPERIORES e que serão os inferiores?
       A cortina de fumaça é a pretensa ação – do parlamento, judiciário e meios de comunicação – Combate a corrupção!
       Mas, os neofascistas são pura corrupção – SONEGAÇÂO.

Quem será que não terá acesso à universidade?
Mas, para que? Quem disse que tem que ter protagonistas índios e negros?
Se a América é para OS AMERICANOS!
Esse é o destino manifesto.

        A UNIVERSIDADE é para os PARTDOS da BALA, BOI e BÍBLIA.
        Para que “OS INFERIORES”  ocuparem o lugar da janela no avião da vida?
“SEM EDUCAÇÃO não há LIBERDADE

Então, qual é a novidade?
A educação para as relações etnicorraciais.
Ai percebemos que não vivemos na telenovela da vida – a democracia racial.
Quem será que nega o Brasil?

      Acabou o que era doce. Nós não podemos perceber que nossa sociedade é violenta: “Nela vigoram racismo, machismo, discriminação religiosa e de classe social, desigualdades econômicas que estão entre as maiores do mundo, exclusões culturais e políticas” e que “Não há percepção nem prática do direito à liberdade”. A América é para OS AMERICANOS! É para o DEUS MERCADO?



MARCIA TIBURI: Ocupar como conceito político - Revista CULT

MARCIA TIBURI: Ocupar como conceito político - Revista CULT: Um conceito teórico-prático e ético político relativo ao direito de aparecer