Mama África
Chico César
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que
Fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
Nas casas Bahia... (2x)
Mama África, tem
Tanto o que fazer
Além de cuidar neném
Além de fazer denguim
Filhinho tem que entender
Mama África vai e vem
Mas não se afasta de você...
Mama África
A minha mãe
É mãe solteira
E tem que fazer mamadeira
Todo dia
Além de trabalhar
Como empacotadeira
nas casas Bahia...
Quando mama sai de casa
Seus filhos de olodunzam
Rola o maior jazz
Mama tem calo nos pés
Mama precisa de paz...
Mama não quer brincar mais
Filhinho dá um tempo
É tanto contratempo
O ritmo de vida de mama...
Mama África
a minha mãe
é mãe solteira
e tem que fazer
mamadeira
todo dia
além de trababalhar como empacotadeira
nas casas Bahia...(2x)
é do Senegal
Ser negão, Senegal...
deve se legal
ser negão, Senegal...(2x)
mama África
a minha mãe
é mãe solteira
e tem que
fazer mamadeira
todo dia
além de trabalhar
como empacotadeira
nas casa Bahia...(2x)
Mama África
A minha mãe
Mama África
A minha mãe
Mama África...
A ousadia poética se revela na criação do verbo “olodunzar”, no verso “quando mama sai de casa/seus filhos se olodunzam/ rola o maior jazz”. Ora se Olodum vem Olorum, o Deus supremo entre os Iorubas (que mora em Orum, o além, o infinito), não podemos esquecer que, para o Brasil atual, Olodum é música de negro. Nara Lima
Ver livro ”o negro em versos - uma antologia da poesia negra brasileira”
quinta-feira, 7 de março de 2013
Malungos
Malungos
Gildo Alves Bezerra
Não somos mais o companheiro
Durante a desafortunada viagem
Dos navios negreiros.
O momento é outro
Mas, precisamos nos sentir
Como malungos.
Os mares são outros
Mais a tormenta da exclusão social, da desigualdade,
Da injustiça continua.
O tumbeiro do momento é o deus mercado
Fragmentando as identidades do indivíduo e da nação
Visando o controle da consciência coletiva.
O indivíduo sozinho pouco
Representa em termos de exigir mudanças sociais.
Perdem-se as esperanças e o entusiasmo para ações coletivas.*
O deus mercado
Desqualifica todo o processo
De agrupamento social
Com propósito transformador.
Temos que perceber quem é que deseja ser o timoneiro
Do navio tumbeiro
Do deus mercado.
Aos sem-história e identidade resta comprar
O indivíduo sem identidade é um perdido
Ele não formará fileiras
Não ameaça o status quo. *
Voltemos ao passado
Para sermos companheiros
Malungos
Em defesa da igualdade e
da justiça social.
Em um céu todo estrelado
De sonhos, de alegrias
A partir da construção coletiva
Da socialização da produção econômica , política, social etc.
* Ver-Cuti.
Gildo Alves Bezerra
Não somos mais o companheiro
Durante a desafortunada viagem
Dos navios negreiros.
O momento é outro
Mas, precisamos nos sentir
Como malungos.
Os mares são outros
Mais a tormenta da exclusão social, da desigualdade,
Da injustiça continua.
O tumbeiro do momento é o deus mercado
Fragmentando as identidades do indivíduo e da nação
Visando o controle da consciência coletiva.
O indivíduo sozinho pouco
Representa em termos de exigir mudanças sociais.
Perdem-se as esperanças e o entusiasmo para ações coletivas.*
O deus mercado
Desqualifica todo o processo
De agrupamento social
Com propósito transformador.
Temos que perceber quem é que deseja ser o timoneiro
Do navio tumbeiro
Do deus mercado.
Aos sem-história e identidade resta comprar
O indivíduo sem identidade é um perdido
Ele não formará fileiras
Não ameaça o status quo. *
Voltemos ao passado
Para sermos companheiros
Malungos
Em defesa da igualdade e
da justiça social.
Em um céu todo estrelado
De sonhos, de alegrias
A partir da construção coletiva
Da socialização da produção econômica , política, social etc.
* Ver-Cuti.
Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós
Samba Enredo 1989 - Liberdade, Liberdade! Abra as asas sobre nós
G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense (RJ)
Seja sempre a nossa voz, mas eu digo que vem
Vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
Era fidalguia e por isso que surgem
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem, no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão, vem viver
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí e da guerra
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu, de cultura o Brasil
A música encanta, e o povo canta assim e da princesa
Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou, o fim da sina
Na noite quinze e reluzente
Com a bravura, finalmente
O Marechal que proclamou foi presidente
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz,
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
G.R.E.S. Imperatriz Leopoldinense (RJ)
Seja sempre a nossa voz, mas eu digo que vem
Vem, vem reviver comigo amor
O centenário em poesia
Nesta pátria mãe querida
O império decadente, muito rico incoerente
Era fidalguia e por isso que surgem
Surgem os tamborins, vem emoção
A bateria vem, no pique da canção
E a nobreza enfeita o luxo do salão, vem viver
Vem viver o sonho que sonhei
Ao longe faz-se ouvir
Tem verde e branco por aí
Brilhando na Sapucaí e da guerra
Da guerra nunca mais
Esqueceremos do patrono, o duque imortal
A imigração floriu, de cultura o Brasil
A música encanta, e o povo canta assim e da princesa
Pra Isabel a heroína, que assinou a lei divina
Negro dançou, comemorou, o fim da sina
Na noite quinze e reluzente
Com a bravura, finalmente
O Marechal que proclamou foi presidente
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
Seja sempre a nossa voz,
Liberdade!, Liberdade!
Abre as asas sobre nós
E que a voz da igualdade
domingo, 24 de fevereiro de 2013
A Escola
Gildo Alves Bezerra
Na escola
Projetos Antagônicos rolam: o da elite, que oprime
E o do trabalhador que nos defende da opressão.
Vejo no carnaval,
Do chão da escola,
As máscaras – da bondade
Na distribuição de pirulitos
e
Coca-cola
O assistencialismo
Os cinismos
Na distribuição do peixe.
Na escola faltam condições digna de trabalho
Para ensinar e os jovens aprenderem
E entenderem o que é exclusão
E a política do pão e circo.
Sala de informática
Até existe por lá
Só falta é interesse para disponibilizá-la
Ao educando.
Como entender
Alguém que os problemas da educação
Tenta esquecer
Qual bondade que existe em você?
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A Cerca
Gildo Alves
Bezerra
Nos Oprime
Reprime
Imprime
Angustia
E dor
Tudo foi o
latifundiário
Quem mandou.
A quem da
palavra
Faz seu
labor
Negando os
direitos
Dos professores.
Pensa que
pra sempre nos calou.
Mas, nós
somos educador.
Usaram a
força da tortura,
A censura,
Suas origens
de ditador
Quem sempre
lutou
Contra os direitos do professor
E demais
trabalhador?
Nossa ciência
sapiência
é de educador.
Sabemos que são vocês
O que pretendem
A não ser a concentração
De riquezas.
Alguns golpistas
São latifundiários:
De terras, comunicação, da justiça etc.
Por ai no poder
Muitos golpistas
Estão a ditar
E rolar
A mandar e desmandar.
A história algum dia
há de mudar
Pão e circo
Não será a ilusão
Para controlar minha
Nação.
Então, não teremos mais golpista civil-militar.
A mandar e demandar.
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