segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Liberdade no pensar!
“(...) Não obstante esteja a serviço de uma classe social, o discurso ideológico nega essa relação, assumindo um status de conhecimento técnico, racional e objetivo. No discurso dos ‘economistas’ de plantão nos principais meios de comunicação de massa do país, por exemplo, os gastos do governo com os programas sociais e a previdência devem ser restringidos para garantir o superávit primário, que ‘é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos de pagamento de juros’. Dessa forma, as despesas na área social, que atendam aos interesses de milhões de brasileiros, podem ser restringidas para garantir o superávit primário, enquanto os gastos para pagar  os juros da dívida pública são intocáveis, o que interessa apenas a uma minoria de agentes financeiros. Porém, esse sistema é apresentado como ‘tecnicamente’ imparcial e baseados nos princípios da racionalidade econômica e administrativa”.
       “ Essa universalização dos interesses de uma minoria em detrimento dos interesses da maioria é essencial para a denominação de classe se realize por meio do convencimento, sem o emprego da força, constituindo o que o teórico marxista italiano Antonio Gramsci denominou hegemonia ideológica. Dessa forma, o sistema que favorece a classe dominante minoritária é apresentado como mais ‘racional’ e que melhor garante ‘o bem-estar comum’.” Dante Lucchesi

      Esses pensamentos nos servem para a gente pensar o contexto do golpe no Brasil. Então, qual será o papel que cada um dos partidos golpistas: PMDB, PSDB, DEM, PSB etc desempenha juntos as suas bases para a construção da hegemonia ideológica? E será que seus pensamentos já conseguiram atingir  outras siglas partidárias  que deveriam ter um papel de opositores na luta de classe?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Loas as Vozes da Mussuca

Glória as lutas inglórias
Gildo Alves Bezerra

Que através de nossa história
Não esqueceremos Jamais.
Falar de uma quilombola
É nossa História.
         De corpo negro
         Em cenas e cenários
         Mulher quilombola
         Canta, rebola...
Conta nossa História
Todas as loas e glórias
A essa Mulher Quilombola.
         Nos ensina a respeitar o patrimônio imaterial
         Mulher poetisa, que sapateia, que é beiral
         Seu valor é local.
         É  extra- territorial.
As vozes da Mussuca
Nos diz o que é luta na resistência cultural
Quando ela diz “cadê o samba/ olhe ele aqui...”.  Que loas lhe reder?
        Negra
        Alegre
        Diversidade
        Inteligente
     Resistente na vida e na arte neste país à fora é Quilombola sem igual.




sábado, 24 de dezembro de 2016

ELIS REGINA | O Mestre-Sala dos Mares

João Bosco - Mestre Sala dos Mares

CANTO DAS TRÊS RAÇAS - CLARA NUNES

Abaixo ao Golpe

“Nosso passado” de golpes

Gildo Alves Bezerra

O passado tem relação ativa com o presente.
O passado vem a galope
Desde o escravismo, mídia e Ibope.
Os golpes na educação, saúde... produzem  a exclusão.

       Todas as vezes que os brasileiros começam a sonhar
       Com um projeto democrático-popular
      Chega à roda viva que nos leva pra lá e pra cá!!!!

Tudo guiado pelo racismo institucional
Que não nos deixa quebrar as correntes... as torturas das desigualdades
Baseadas no egoísmo de uma elite oligárquica reacionária..
Individualista... da corrupção capitalista etc.

        A força da prisão da casa-grande ainda aprisiona
        Milhões nas cadeias da negação dos direitos a memória dos negros e índios.
        Nossas águias são criadas como galinhas.

Por que a visão patrimonialista
Nega a relação “a África no Brasil
E o Brasil na África”?

        Por que será que nossos povos negros e indígenas
        Só podem ser artistas em um cenário e representando papeis inferiores.
        No cenário do autoritarismo social:
        Que divide as pessoas em inferiores, que devem obedecer, e superiores, que devem   mandar?
        Por que não há  percepção nem prática da igualdade como direito?

Nossa sociedade é autoritária porque é violenta.
Nela vigoram o racismo, machismo, discriminação religiosa e de classe social.
Desigualdades econômicas, exclusões culturais e políticas. Não há percepção nem prática do direito à liberdade!!!!!

           Então, os golpes de 1964-1985 e 2016.
           São golpes de uma sociedade autoritária baseada o escravismo e no eurocentrismo.
            Todos têm relação com golpes construídos constantemente para manter os privilégios de uma oligarquia extremamente reacionária.
            Seja para manter os latifúndios da terra, dos meios de comunicação, da política, do acesso a educação, saúde,, cultura...
            Tudo para manter o direito a memória coletiva restrita a visão da pedra e cal.

Mas,” glória a todas as lutas inglórias
Que através de nossa história
Não esqueceremos jamais.”

             Fora os golpistas... abaixo aos capitalistas
             Sempre golpistas.

E vivas a classe trabalhadora
Ouçamos “o canto das três raças”
As ruas deverão ser nosso palco na luta pela igualdade e liberdade
Essa é nossa construção para atrapalhar o trânsito da consolidação do GOLPE .