domingo, 22 de abril de 2018

Um Crime iminente: O fechamento da FAFEN


Um Crime, sem tamanho, o possível fechamento da FAFEN

Gildo Alves Bezerra *

    E agora José? José para onde? O golpe de 2016 poderá ter um impacto negativo muito grande para a economia sergipana se o possível fechamento da FAFEN se concretizar. Infelizmente todos nós sergipanos (as) iremos sofrer com menos recursos para a saúde, educação e principalmente com o desemprego.  Até as câmaras de vereadores sentirão com o repasse menor de recursos para essas casas legislativas. E agora deputados e senadores (a) que votaram a favor do Golpe?
    Segundo o coordenador do Dieese, o economista Luiz Moura, são cinco os principais impactos para e economia, com o fechamento da FAFEN.
    “Primeiro é tributário porque vai afetar a arrecadação do Estado, tanto pelo fim da operação da planta como também das empresas que tem como matéria prima a planta que a FAFEN produz; segundo são os empregos diretos, 250 trabalhadores deixarão de consumir no mercado interno de Sergipe, pois mesmo que essas pessoas não alocadas em outras unidades da Petrobras, não farão parte do mercado de consumo no Estado, afetando o comércio de Sergipe. Terceiro, são os trabalhadores terceirizados, em torno de 750 demitidos direta e indiretamente. Depois temos o impacto dos fornecedores e os produtores que têm como matéria prima, a uréia e a amônia. Uma empresa como essa tem capilaridade em vários setores e vai afetar a economia de Sergipe em vários setores. A deputada Ana Lúcia está de parabéns em promover essa audiência para debater um tema tão importante para a sociedade sergipana”, enfatiza.
      Em audiência pública a “deputada estadual Ana Lúcia (PT), convocou os parlamentares estaduais para se mobilizarem no sentido de
de reverter a decisão do Governo Federal de fechar a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (FAFEN) de Sergipe, instalada em Laranjeiras. Segundo ela, há uma cadeia produtiva que será quebrada, inclusive a segurança alimentar”
    A deputada fez um apelo aos colegas parlamentares para que a Assembleia Legislativa se posicione de forma contrária ao fechamento da empresa e defenda os interesses do Estado. “Nós precisamos tomar uma posição, pois não é apenas a fábrica que será fechada. Há toda uma cadeia produtiva que será prejudicada e isso afetará diretamente a economia sergipana e a nossa segurança alimentar”, destacou.
    Para tentar reverter esse cenário, Ana Lúcia propôs a criação de uma comissão parlamentar. “Eu acho que não basta apenas a Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia acompanhar o caso. Eu acho que é necessária a criação de uma Comissão Especial para não apenas acompanhar, mas para também mobilizar a sociedade em defesa da manutenção da FAFEN em Sergipe, pois esse também é o papel do parlamento”, sugeriu.
    O cenário será dramático se for efetivado o fechamento da FAFEN com prejuízos sem igual para economia, o que afetará os recursos da Educação: FUNDEB, MDE, não só de Laranjeiras, mas de todo o Estado, a saúde receberá a menos 12%, as câmaras de vereadores receberão menos repasses e até a segurança alimentar de nossa população será afetada.  E agora população Sergipana? Cabe-nos a indiferença?


·         Professor, de História, das Redes Estadual de Sergipe e Municipal de Laranjeiras.


domingo, 4 de fevereiro de 2018

Para que os oprimidos possam sonhar

Sonhos de um oprimido
Gildo Alves Bezerra

Sonho com um Jardim Colorido
Mas, que predominem as Rosas e cravos vermelhos.
Que as abelhas e os pássaros dele possam retirar seus alimentos.
    Que em cada canto e recanto deste país
    Sejamos eternos aprendiz
    Para a libertação de jardineiros,
    Copeiros, pedreiros, marisqueiras... negras e índios.
Que nossos cantos não sejam cantos de lamentos
Sabia o tempo e contratempo
Para que em um palco iluminado de estrelas
Possamos cantar
Não mais cantos de lamentos
Mas, de sinais do caminhar para nos libertar.
        Que o nosso timbre seja de homens e mulheres:
        dos campos, das cidades e florestas.
        Que a beleza do jardim possa se irradiar
        E ocupar os bancos das escolas e principalmente das universidades públicas.
        Para mudar a sociedade e acabar com qualquer forma de exclusão.
A verticalidade e seletividade transformem-se em ruínas
E que nos lugares mais inóspitos:
No planalto, nos parlamentos, nas catacumbas da justiças
O brilho dos cravos e rosas vermelhas possamos florescer.

         Não mais apenas padecer.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Liberdade para quem?

A liberdade é perigosa
Gildo Alves Bezerra 

A liberdade é uma borboleta
A metamorfosear a realidade:
Social, cultural, educacional, política e econômica.

Nosso mundo forma e conforma
Ao fim da liberdade: de ser criança e brincante,
A negação de sentir os cheiros, sabores e cores.
Sejam no esvoaçar das borboletas, pássaros e flores.

A roda viva da opressão
Volta com um novíssimo golpe na educação.
Para nos tirar a liberdade da leitura do mundo.

A burguesia já viveu da caça as borboletas
Para um simples deleite de colecionador.
Também não podemos ser águias criadas com galinhas.

 Somos operários das palavras
Com a força de trabalho cada vez mais explorada.
Devemos criar nosso próprio aprendizado
Pois, queremos um mundo transformado.

Lutamos contra qualquer forma de opressão.
Trabalhadores do campo e cidade.
Devemos nos libertar de qualquer forma de burocracia. Para quem?





sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Diálogos

Será que lhe importa saber?

Gildo Alves Bezerra

Que outro dia o lenhador produzia o conforto do senhor
Ele enquanto trabalhador de frio morria
E que a “justiça” demonstrando ter lado
Não se preocupava quantos trabalhadores de frio morriam,
        A luta faz a lei
        Pois, a justiça é da burguesia
        Se quiseres transformar esse mar de exclusão
        Que vive a classe trabalhadora
         Somente com organização, estudo e mobilização.
Nosso pensador já comparou a justiça com a prostituição
Isso foi outrora
Mas, que agora com esse golpe
Nem isso podemos fazer mais não
Não devemos faltar com o devido respeito
Ao trabalhador (a) que sobrevive da prostituição.
         Se lhe importa saber tudo estar sendo transformado em mercadoria
         Educação quem manda é dono de cervejaria!
         Sua vida e sua morte quem decide cada vez mais é a burguesia
         Na roleta da bancada da bala, boi e bíblia quem disse que sua vida algo valia?
         E mais se aprovarem a reforma da previdência.
Não pense em providência que lhe salve de trabalhar até a morte
A não ser você decidindo sua própria sorte
Se posicionando enquanto trabalhador não se aliando a golpistas e traidor
E cada vez mais estudando, organizando-se e mobilizando-se enquanto trabalhador.
        Seu voto não tem preço. Tem conseqüências. Importa-lhe saber que o lenhador era trabalhador?



    

       


sábado, 7 de outubro de 2017

Com quem andas?

"Mim digas com quem andas"

Gildo Alves Bezerra

"Que te direis quem tu és "
Sou o caminho do sol e da lua
Sou a verdade do ser
E não mim engano com a falsidade do ter.

Se "quem com porcos se misturam farelo come"!
Sou ser humano, não mim corrompe
O jogo fácil do dinheiro
Toco minha vida no soluçar do tambor,
Conduzo minha vida na vibração do pandeiro.

Sou brasileiro
Mas, luto contra "O jeitinho brasileiro";
Sinto, sinto as dores da senzala;
Canto as dores e alegria das florestas;
Não sigo o falso canto das luxúrias.

Luto contra a negação
Dos seres humanos durante as ditaduras.
Meu passado é canto de alegria.
Mas, também de dor.

Visto a pele de quem sempre foi trabalhador.
Na tragédia anunciada dos ameríndios e afro-brasileiros que produz a riqueza
Mas, colhem a tristeza
Por que tem a "esperteza " do senhor
A quem ao ser humano sempre massacrou.

Vivo a vida de trabalhador-educador
Sinto o soluçar de dor
Por causa de admistrador-senhor!
Que as políticas públicas nunca priorizou.
E se sentem felizes por massacrar a vida do trabalhador.

Sigo meu caminho
Como minha avó, analfabeta, mim ensinou!
"Quem com porcos se mistura farelo come ".
Minha aliança é com minha ancestralidade:
Ameríndia e afro-brasileira
Para não cometer besteira
E se aliar ao opressor.


segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cara de quem? II

Cara de quem? II
Gildo Alves Bezerra

“cinco séculos de exploração.
Mas, a resistência ainda no coração.”
“apesar de minha roupa
Também sou índio”.

         A resistência no coração
        A ação contra a exploração
        Demonstramos através da educação.

Nossa ação é valida
Ao som do tambor
Como educador
Para termos caras de negros e índios.

      “quando você se encontrar
        Escolha a melhor forma de te expressar”.

“direitos iguais e justiça
Para o povo tupy e guarani
E todas etnias”

      “Um lamento triste
        Sempre ecoou
        Desde que o índio guerreiro
        Foi pro cativeiro
        E de lá cantou”.

“negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No quilombo dos palmares
Onde se refugiou...”

     “...Todo povo dessa terra
     Quando pode cantar
     Canta de dor”.

“E ecoa noite e dia
É ensurdecedor
Ai, mas que agonia
O canto do trabalhador
Esse canto que devia
Ser um canto de alegria
Soa apenas
Como um soluçar de dor”

       “glória a todas as lutas inglórias
         Que através de nossa historia
         Não esqueceremos jamais”

Qual é a nossa cara?
Qual é a nossa memória
Através da história?

        Nossas lutas não esqueceremos jamais.
        Enquanto educador
       Ao som do tambor (percussão do instrumento citado)
       E agogô (percussão do instrumento citado)
       Ao som do pandeiro (percussão do instrumento citado)
       E do ganzá (percussão do instrumento citado)
      Demonstraremos para o Brasil
       Que existem diversas formas de lutar.

     

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

De quem são as malas?

As Malas

Gildo Alves Bezerra

Dos malas Golpistas
São aviltantes
Sabemos dessas dos golpistas de agora
Imaginem as dos golpistas de antes!!!!

         Essas aves de rapina
         São capitalistas hoje PMDEBISTAS, DEM e
          PSDEBISTAS etc.
          Acima de tudo Globistas.

Não devemos esquecer que “o passado tem relação ativa com o presente”.
Quem deu o golpe no passado foi em defesa do Estado patrimonialista
Como também o de agora
Se arvoravam de arauto da moralidade
Mas, nos subterrâneo dos palácios do planalto, da justiça...
Reinavam a corrupção capitalista.

           O que é e foi a privatização?
           Privam quem dos bens produzidos por toda a nação?
           Quem perde os direitos, as políticas sociais?

As privatizações, as explorações, as corrupções...
Das aves de rapinas defensoras do capitalismo ou
Dos reformistas.
Somente consolidam as exclusões da classe trabalhadora.

             Que mais do que nunca deveria ter um canto de alegria
              Vive apenas um soluçar de dor!!!

               Principalmente num cenário que cada vez mais a “justiça” é contra o trabalhador.